ÓVULO METÁLICO

Em direção ao inferno metálico que me espera todos os dias, sigo para o metrô. Transporte coletivo que das 7h00 ás 9h00 da manhã, é a coisa mais tenebrosa que existe.Você se sente todos os dias como um espermatozóide preste a fecundar o óvulo, pois não há outra sensação quando se trata de entrar no vagão para conseguir partir rumo à um triste destino: TRABALHO.
Depois que você entra no vagão, surge aquele incômodo “calor humano”. As janelas são minúsculas, o ar se torna rarefeito. As pessoas cada vez mais embrenhadas numa confusão de pensamentos e sensações. Mas tudo isso é pouco quando você se dá conta de que se trata de uma baldeação. Sim, dois metrôs cheios, lotados até a tampa. Pessoas de vários tipos, raças e cores. Etnias se misturam. O preconceito não existe. Uma harmonia “infernal”. Duram alguns segundo, mas acaba se tornando recorde mundial ao se tratar de paciência.
Enfim, depois desse resumo de bordo, desço na estação Santa Cruz.
Após um dia tenso, não bato cartão, mas me sinto como o Sam, do desenho do Coyote ao trocar de turno.
Minha viagem se repete, dessa vez as pessoas estão um pouco menos cheirosas que pela manhã. Isso dificulta um pouco a resistência, mas não me dou por vencida, continuo bravamente nós próximos 5 dias da semana mais “gostosos” da minha vida!
To be continue...